0.5. Time Out

É uma vergonha. Tanto tempo sem escrever, sem tempo e tanto para contar.

Começo por dizer que estou muito bem por aqui.
Tenho muitas saudades, claro, mas já me sinto bem mais acompanhada, o meu Diogo já está aqui ao meu lado.

Em Viena fiquei até segunda-feira e penso que nos 5 dias que lá passei devo ter dormido umas 11-12h no total. Vi muito pouco da cidade mas foi mais uma experiência inesquecível. Aprendi e vivi imenso uma vez mais.

Vou contando histórias acumuladas ao longo do blog, já sabem. Acho mais correcto ir contando histórias em diferido, já que pela sua ilustração habitual é inevitável alguma exposição não autorizada pelas respectivas personagens e por isso, disperso-as pelo tempo.

Seja como for, ilustro uma das noites brancas de Viena. Estava com o coração tão cheio nessa noite, por me saber com o cabelo branquinho aos molhos.


  Hoje estou especialmente feliz (sim, acho que realmente estou feliz aqui, apesar de longe do meu chiado e cansada). Tive o meu primeiro dia verdadeiro de urgências enquanto médica dentista na alemanha e correu mesmo muito bem. Estou entusiasmada com Medicina Dentária e é bom sentir-me assim, depois de muitos altos e baixos e hesitações de percursos ao longo dos tempos de estudante. Assim gosto disto. E muito.

Também acho que devo partilhar algumas banalidades do quotidiano, como hoje ter acordado com o anúncio de que dentro de horas ficaria sem frigorífico e todos os móveis (à excepção do meu quarto depois de alguma resistência) da casa onde estamos agora a viver e da qual sairei na próxima terça-feira. Até lá estaremos a comer cereais de maçã (sim, tive alguns presentes portugueses com a chegada do meu menino, como farinheiras, pastéis de belém e cereais de maçã) em canecas  com colheres de sobremesa. Seja como for, daqui a uma semana mudamo-nos para a nova casa e nos entretantos (entre dia 31 e dia 4) ficaremos instalados na casa da minha companheira da clínica, a minha Julia, que vive a uns 25 minutos de carro do centro. Significa isto que a semana que se segue será dura, já terei o turno mais cedo, das 7h às 15h. E o que é mais giro nisto tudo é que ainda não sei se temos sanita na nova casa! Não me lembro de ver nenhuma sanita quando fui ver a casa ao vivo. Carissimos leitores e amigos, façam figas! Não quero ir fazer chichi com graus negativos nos corredores do prédio de pantufas e robe com cócós alheios dispersos por aí. Assim que tiver notícias sobre este assunto, rapidamente comunico.

Outra banalidade é a birra que me deu ao longo desta semana pela saudade de legumes e fruta portuguesa. Há três semanas que comprei pimentos e eles continuam intactos. Que raio de conservantes é que eles põem nos legumes? e na fruta? As cebolas não grelam por nada deste mundo.

Entretanto fizemos uma descoberta linda aqui na cidade (algo que parece ter origem em Colónia): A ponte que atravessa o rio Reno aqui em Bonn (e já nos foi dito que em Colónia é a uma escala colossal) está cheia de cadeados personalizados.
Representam cada um deles o amor de um casal que por lá tenha passado, respectivamente personalizado (fotografias de Diogo Fernandes):





How beautiful is that? 


Amanhã iremos a Dusseldorf passar o Domingo.

Time Out! 

Será o meu primeiro dia inteiro livre desde que cheguei a Viena.
Terei seguramente registos fotográficos para partilhar.

Deixo-vos com uma fotografia com o belíssimo casaco emprestado da Margarida Cortez, da Asos, durante uma noite muito especial em Viena com os meus queridos portugueses. Um dia destes partilho a fotografia do grupo.  




Saudades tremendas cheias de boas energias,
(depois de ter passado o dia a dizer com um sorriso "Olá, o meu nome é Sílvia e sim, sou médica dentista, eu sei, sou novinha, mas sou mesmo médica dentista!")

Silvinha (ou Silvie, para os mais alemães mais chegados)








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